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sábado, abril 19, 2003
 
Uma coleção de fotos de uma fria e ensolarada manhã itapirense.

O pacato centro da cidade
Vista do pacato centro da cidade. Antes eu morava no último prédio da esquerda pra direita.

O topo do morro é o centro-centro da cidade, com a igreja e o parque principal.
No final do morro está o centro da cidade. Itapira = pedra pontuda. É lá que fica o famoso parque Juca Mulato, aonde o poeta modernista Menotti Del Pichia escreveu sua obra-prima homônima.

Ah!, móveis Brotinhos, móveis Brotinhos, quantos móveis já foi vendido?
Close do Móveis Brotinho e da torre da igrejinha.

A modernidade e a beleza da simplicidade andando de mãos dadas.
O novo e o antigo: o único shopping center de Itapira do lado de um terreno com galinhas.

O horizonte itapirense. Vista do outro lado da casa.
Terras virgens e lindos campos esperando para serem cimentados.

Outro ângulo...
Outra.

Mais uma igrejinha.
Outra igrejinha. É lá que acontece a Festa de São Benedito, carinhosamente chamada de Festa de Maio e Festa do 13 (nunca ouvi ninguém se referir desse jeito). É a maior festa da região. "Uma das atrações dessa festa é a sua parte folclórica, com exibição de várias congadas, samba de roda, grupo de catira, corte dos imperadores, etc..." Também nunca vi nada disso.

Os velhos casarões coloniais.
Antigo casarão colonial itapirense. Bem antigo, como se pode notar.

Maiores informações em Itapira Online e no site oficial de Itapira, esse é muito bom, recomendo a todos fazerem pelo menos uma visitinha rápida.

sexta-feira, abril 18, 2003
 
Short cuts
O cara entrou sóbrio no bar. Por isso a cara de palerma, deslocado no ambiente. Chegou sozinho. Loteria, irmão - às vezes dá sorte de topar com alguém. "Oi!", levou um susto; a garota apareceu do nada. Irmã da amiga da irmã, deu pra entender? Enfim, nada muito próximo. Mas puxou assunto. "E a sua irmã, como é que tá se virando?", ela perguntava. E ele respondia, mas tentava levar a conversa prouto lado. Bonita, porra! (bonita e alta!), ele pensava, enquanto reparava nos olhos dela, que tinham uma maquiagem estranha, tipo um pó branco em volta das pálpebras; pó que brilhava no lusco-fusco do bar. Papo de mais de cinco minutos, recorde pessoal. Ela: "e a Luísa? Tem falado com ela? Amigona minha, a Luísa". Ele desviou o olhar pra baixo, com vergonha. Luísa. "Até mais".

- o -

"E aí?", disse a ela depois de alguns segundos. A garota estacou à sua frente mas nem olhou em seus olhos. Só respondeu um oi seco, olhando pros lados. Deu uma das bochechas quando ele foi beijá-la no rosto, mas foi como se tivesse oferecido o cotovelo. Ele: "tudo bem?". Ela: "tudo", e virou o rosto pro outro lado, franzindo um pouco as sobrancelhas, como querendo distinguir alguém no meio da muvuca do bar. "Trouxe a sua...", e entregou a ela uma... Ela: "ah, trouxe?", e esboçou um sorriso quase sincero, que morreu logo. Pegou rápido e guardou na bolsa. "Valeu", e saiu em direção ao balcão.

- o -

"Então, te ligo esses dias pra gente combinar alguma coisa". "Beleza". "A gente combina". "Certo". "Vamos sair na semana que vem, né". "Vamos, vamos". "Então até mais". Beijo no rosto. Beijo no rosto. Tapinha nas costas do cara ao lado. "Falou, cara". "Tchau". "Tchau". Não são nem duas horas.

quarta-feira, abril 16, 2003
 
Mico
Pesquisadores da República Tcheca (na antiga Tchecoslováquia) divulgaram ontem resultado de uma pesquisa feita nos bares de Praga. Eles concluíram, após minuciosa observação dos hábitos de garotas semi-embriagadas, que nunca se deve perguntar a uma delas, pra puxar assunto, "você gosta de história contemporânea?". Em 86% dos casos analisados em que isso ocorreu, a garota arrumou uma desculpa qualquer, nos dois minutos seguintes, pra levantar e ir embora. Nos 14% restantes das vezes elas foram menos polidas.

Os pesquisadores tchecos recomendam cautela aos inexperientes, especialmente aos que têm problemas na comunicação inter-pessoal. Segundo Milan Kosec, responsável chefe pelo trabalho, muitas vezes é preferível ficar quieto. Kosec chegou a dizer que há mais chances de sucesso ao tentar agarrar uma garota à força (a chamada técnica da 'gravata', famosa em Presidente Prudente) do que com perguntas desse tipo.

atenuante
Testes de sangue realizados nos entrevistados que usaram essa pergunta indicam que 53% deles estavam um pouco embriagados (na escala Balkash-Rirminov) e 16% estavam muito embriagados (o que corresponde a seis ou mais doses de Ypioca, no domingo à noite, depois de terem dito a si mesmos que iriam jogar só duas fichas e ir pra casa - no máximo, no máximo uma cerveja).