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sexta-feira, junho 06, 2003
 
Short cuts
"Peraí, eu dei vintão nessa conta aí!", tava exaltado, estufando o peito. Depois de cinco ou seis conhaques. E o garçom, tentando acalmar (deve ter experiência): "Não é isso, não. Você deu dez, depois tirou e colocou outros dez...". Não convenceu: "Isso tá estranho!" Os outros na mesa tentavam ajudar na matemática "ele deu cinco, ele deu sete e eu seis...", mas a lógica dele tava prejudicada.

- o -

"Tentei chamar aquele carinha pro meu apartamento mas ele já tá com a outra", começou. "Você quer ir?" perguntou, na xinxa, pro outro. O outro foi visto por testemunhas, alguns minutos depois, sozinho, do outro lado do bar. "Lívido", sabe lá o que quer dizer "lívido"?

- o -

Cenas: 1 - Despencar de cima de uma daquelas cadeiras altas que ficam na beirada do balcão. Caiu de uma vez. Nesses estados o machucado só costuma aparecer na manhã seguinte. 2 - "Será que eu tô muito bêbado", se perguntava o sujeito. Todo mundo o olhava meio de longe, com o rabo do olho. Quando chegava perto de alguém, o alguém fingia, virava o rosto pro lado. 3 -Disse pros dois: "Agora é torcer pra polícia não aparecer: além de estar há três quadras dirigindo na contramão eu tô bêbado e com a carteira vencida". A polícia não apareceu, não.

terça-feira, junho 03, 2003
 


segunda-feira, junho 02, 2003
 
Almodóvar

- Mira, Pepita, pues que hay un idiota a mirarnos
- Pero, Carmen... El pobrecito... No tiene nada mas a hacier do que quedarse a mirar bacas


- Pero, hombre, que haces ahí?! Estás emborrachado, Pepe? Levantate!
- Yo te dije que esto hombre no prestava, hija!
- Y usted cálate, mamá!


- Cerra la puerta, carajos!
- Hola, chica, dejálo quedarse...
- Eres mismo una puta. Pues quieres que te mirem cagar, baca!

 
Fim-de-semana em casa, de sexta a domingo sem botar os pés pra fora. Fiquei a maior parte do tempo editando a matéria sobre o Sivuca - que, aliás, deve ir ao ar hoje (segunda-feira), ao meio-dia e às seis da tarde. Pode ouvir que tá pelo menos bem feita. Na Universidade FM - 107,9 MHz. A reportagem tem 15 minutos, mas não tá cansativa. Posso dizer isso porque eu ouvi, somando tudo, quase 10 vezes o material. Alguns trechos eu ouvi umas 20 vezes, sem brincadeira. Claro que a recomendação é pra quem não tem nada contra o Sivuca.

Nas horas em que não estava editando, eu estava ou comendo, ou na Internet, ou dormindo, ou lendo (agora, neste momento, não me lembro se eu tomei banho). Meu fim-de-semana, coitado, se resume a quatro ou cinco gerúndios.

Mas não foi de todo mal. Fazia tempo que não tinha um tão tranqüilo assim, em todos os sentidos (o perigo é me acostumar com esse ritmo). Além disso hoje eu sei mais sobre o Sivuca do que qualquer um que leia isto aqui. Faz pensar a quantidade de coisas que têm de ser lidas (e ouvidas, no caso do rádio) pra fazer uma reportagem de 15 minutos ou uma matéria de duas páginas. E a maioria das informações acumuladas acaba ficando de fora.

Fora isso comecei a ler (mais) um livro. Acho que nos últimos dois meses não terminei nenhum. E comecei uma porção deles. Este último, de ontem à noite, foi indicação do redivivo Luís Eduardo. Engraçado que ele tinha reparado num livro aqui em casa cuja existência eu nunca tinha notado. "O Fio da Navalha" (que vai fazer parte daquela coleção de "clássicos" que a Folha está lançando). Sempre que olhava pra ele na estante achava que fosse mais um daqueles best-sellers americanos (deve ser por causa da encadernação). Mas parece que, afinal, vale perder algum tempo em cima dele.

*Pra quem achou estranho que eu ainda não toquei no assunto que vai ser obrigatório amanhã, durante o dia todo (e que deve render várias suítes durante a semana), esclareço: vamos ouvir direito, primeiro, a versão do rapaz.