El morfél
Ainda agora mesmo tô lutando contra o sono. Eh assim toda noite, madrugada adentro. A diferença é que hoje acordei cedo e nâo dormi aa tarde. Quer dizer queu tenho um sono pra lutar contra. Acho que tem um pedaço de mim que nunca vai se conformar em dormir antes das 3 e meia da manhâ. Chato é queu sempre ganho dele (do sono), nâo tem muita graça. O sono (estranhei da primeira vez, mas ja acostumei), ele é parecido com o Raul Cortez, so' que sem as pernas - o que dificulta as rasteiras (pode acreditar, eu tentei). Durante a briga ele fala demais, igual bandido de filme americano. Eu fico parado, no meio do ringue, so' guardando ele com o olho; enquanto ele anda devagar em volta de mim, falando como vai me derrubar de uma porrada so'. Diz que ja' acabou com a minha familia, conta barbaridades que fez com gente proxima. Mas eu nem pa'. So fico guardando, tentando imitar aquele olho de Steven Seagal ou Chuck Norris, que a gente sabe que logo-logo vai dar um pau no cara que fala demais (normalmente um estrangeiro). E falar nisso, o sono tem sotaque boliviano (nem argentino, nem colombiano, nem dominicano - boliviano), diz "bitcho", "ahora", "baca". As musicas de ninar que ele tenta cantar ficam meio ridiculas no castelhano aportuguesado. E os dentes sâo amarelados, um amarelo forte, de quem fumou pelo menos vinte anos. A condiçâo fisica dele é daquelas que tem gente que fala que é "lastimavel". Nâo é nada dificil bater no sujeito. Deve ser por isso queu tenho insônia; deviam mandar alguém mais competente. Sera' que cada um tem o sono que merece?
posted by 13 at 1:12 a.m.
Tato
Ele: -
May I?
Ela (voz meio rachada de surpresa): - Quê?
Ele: -
May I, âh...? - e olha pra baixo.
Ela: - Ah, claro, claro. Quer dizer (
entrando no espirito),
go ahead...
Ela (com uma expressâo gaiata mas nao muito convicta):
go ahead, tiger... - e deu um soquinho seco no ar.
Ele -
So, excuse me. Let put this here...
Ela (pensando sem os seus botôes [ha pouco desabotoados por ele sem muita pratica]): "Que bosta..."
posted by 13 at 7:23 a.m.
Kazaa e Soulseek, compartilhamento de qualquer arquivo, de computador pra computador, sem intermediario. Se a Internet ja era vista como revoluçao e causava espanto a quantidade de informaçao da rede, imagina o que acontece quando todo mundo tiver computador e a maioria dos arquivos dessas maquinas for acessivel pra qualquer um. A informaçao bruta, nao trabalhada, invasao de privacidade permitida. Informaçao, informaçao, informaçao. Hoje ja é virtualmente (sem trocadilhos) possivel encontrar com esses programas qualquer musica que ja tenha sido gravada no mundo. Pro dia em que vai dar pra baixar filme, qualquer filme, em alta definiçao (e com velocidade) nao demora nada nada. Entretenimento, lazer, diversao, qualquer nome que seja, o computador muda a concepçao e a pratica. A cultura digital é tudo (literalmente).
Fiquei hoje imaginando que ha nao muito tempo podia juntar gente na porta de um cine-clube pra assistir uma raridade. Um disco raro valia uma grana. Daqui pra frente fica (se ficar) so o fetiche da peça original (por ser original), porque o conteudo virou facil. Podia chutar prognosticos sambrios, saudosistas ou auspiciosos. Mas, pra quê? Ou imaginar cenario catastrofe. Daqui dez anos: quando a coisa estiver no auge, todo mundo em rede, tudo digital. Da um pau na rede ou (maior) um virus fulminante, fatal, e todos os arquivos digitais apagados. Imagina? Tudo contaminado. O fim da era digital e tal.
Dificil ficar mensurando onde a coisa pode chegar se continua nesse ritmo de hoje. é mais facil imaginar coisa que tem fim.
posted by 13 at 7:06 a.m.