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sexta-feira, setembro 12, 2003
 


segunda-feira, setembro 08, 2003
 
Hey querida, gosto muito de você
De olhar gravuras e de conversar com você


Chegamos na pousada de Betim depois de perambular de ônibus por um tempão nos arredores de BH. Um dos motoristas do Geratur não sabia o caminho e tinha um talento especial pra se perder em espaços urbanos e áreas metropolitanas; além de ser chegado num arrasta-pé - como me contou o outro motorista. Esse outro disse que foi praticamente alcoólatra, tomava dois litros de pinga a cada três dias. Na época dirigia caminhão. "E você dirigia bêbado?". Já dirigiu sim, e aquela expressão de "quase morri várias vezes, mas hoje só uma cervejinha de vez em quando". Eu tomei quatro ou cinco litros de cachaça mineira (e cearense e paulista e se pá outras) em seis ou sete dias - mas nunca cheguei nem perto da direção do ônibus.

As baladas na noite de BH não foram as mais pesadas (só a última, mas essa só mais tarde). À noite, cinqüenta estudantes zanzando pelo sobe-e-desce da capital, procurando bares pra descansar o assento e molhar a garganta. Mas não passava nem meia-hora e a turma dispersava. Cada grupo, divididos por afinidade, com uns quinze ou vinte, ia procurar a sua balada ideal - acabava encostando no primeiro bar com uma cara legal e cerveja barata. Um dia foi numa galeria, tipo o Centro Comercial aqui de Londrina. O prédio chamava "Maletta". Teve um pessoal que trocou idéia com dois nativos, estudantes de biblioteconomia. Três subiram em um apartamento pra unzinho com os mineiros. No bar do térreo a gente comia linguiça e mandioca e ficava feliz por estar ali, altos, e podendo rir das nossas convicções. Temperatura amena, conversa amena, nada de preocupações, perto da felicidade. Depois fomos passear no Centro Cívico de BH, ciceroneados pelos novos conhecidos. Uma praça grande, com um monte de canteiro de flores, e em volta uma porção de prédios históricos - hoje são usados como secretarias, prédios comerciais e o Palácio do Governo.