Robin - Batman, eu não aguento mais lá em cima, tá um puta putero do caralho.
Batman - Puteiro não, Robin. Modere o seu linguajar.
Robin - É memo. A tia tá dando, a tia tá dando a buceta lá em cima. Tá dando, putero.
Batman - Então vamo fazê um negócio, vamo buscar umas putas pra trazer pra cá, vai.
Robin - Isso aí. Vamo lá, vamo lá, vamo pegá umas puta.
Coringa - Uhhh! Hoje eu vô comê o Bátima, vô fodê ele direitinho. Vô tirá o pinto dele fora.
Capanga - Hãn. E aquela biscate ali. Você não vai comer ela hoje não, hein?
Coringa - Ah, dexa ela pra lá. Essa menina aí não é de nada. Eu não gosto de mulhé, eu gosto mesmo é do Bátima.
Capanga - Esse cara pra mim é viado, hein.
Coringa - Hein... Minha filha vem cá. Sabe o que qué isso aqui, minha filha? Isso aqui é pá amolecê pinto, isso aqui cai pinto. É um lícodo que você passa na cabeça do pau.
Clotilde - Aaai, eu nem acredito que isso é pra caí pinto.
Coringa - É, mais você vai passá isso aí na cabeça do pau do Báá-tima.
Clotilde - Nãão, do Bátima? Eu nem acredito. Deixa eu vê.
Coringa - Não, não, não abre, não abre. Não abre que senão vai caí o meu pinto. Agora você vai fazê o seguinte: você vai pegá o Bátima e vai passá...
Clotilde - Tá bom, tá bom. Eu faço tudo que você quisé. Queridinho da mamãe, tesudinho, lindo.
Capanga - Ahhh, gracinha.
Capanga - Esse cara é viado, hein. Viado, hein.
Coringa - Opa, opa! Que negócio é esse que você tá me chamando de viado aí, hein? Ah! Ah! O Bátima tá chegando, hein. Vamo acertá ele direitinho agora, hein.
Robin - Pô, treis hora já caramba.
Batman - Eu sei vê hora, porra. Booom, o negócio é o seguinte. O pau vai corre solto aqui agora e, moçada, todo mundo pra trás.
Robin - É, o pau vai comê solto. O cacete vai comê hoje. Vamo bota o paua nessa merda aqui hoje.
Batman - Robin, modere o linguajar, por favor. Muito bem. Você trouxe a moeda que eu pedi?
Robin - Táqui, táqui na minha mão. Olha ela aqui na minha mão.
Batman - Então vai naquela máquina e ligue esta porra.
Robin - Hmmm, xovê, enfia essa porra aqui. Agora, deixovê, aqui. Isso aqui, isso aqui, isso aqui!
Coringa - Ah! O Bátima chegô. Agora eu vô tirá o pinto dele. O Bátima tá fudido na minha mão agora, ah. Ahhh, agora, agora. UHhhhh hu hu hu hu hu, isso é um assalto, seu filho da puta. Vira a bundinha pra mim, vira, Bátima. Viado, bicha. Seu dois bichas.
Batman - Rápido, Robin, para trás do bat-escudo. Dessa vez eu acerto esse filho da puta.
Robin - Bátima, daonde você tirou esse bat-escudo, hein? Porra, daonde você tirou essa merda?
Batman - Você tá muito engraçadinho, hein Robin. Lógico que foi do cu, podia ser de mais da onde?
Robin - Vô sabê onde você guarda essa porra?
Batman - Engraçadinho, você tá muito metido, hein Robin. Hã, eu te acerto hoje na batcaverna, viu? Você...
Robin - Ah, dexa pra lá, seu filha da puta.
Batman - Você me chamou de novo de filho da puta? Não acredito. Viadinho, filha da puta. Viado.
Robin - Seu maconhero do caralho. Cala a boca.
Batman - Robin, desculpa. Nós somos a dupla dinâmica. Temos que lutar em pról da justiça.
Robin - Hmmmm, vai se fudê, seu filha da puta!
Batman - Otra vez? Não acredito que você está me xingando otra vez, Robin. Vô te fudê agoia, agoia hein. Sai daqui filha da puta.
Robin - Não enche o saco, seu bicha. Você não faz nada comigo não, seu filha da puta.
Batman - Filha da puta?
Robin - Seu cala a boca!
Batman - Não acredito!
Robin - Seu viado do caralho, fiá da puta! Vem me pegá.
Batman - Robin, se você não sair daqui já eu vou te comer a bunda aqui mesmo, hein. Viado, seu corno manso.
Robin - Vai nada, seu fia. Vem me pegá.
Batman - Sai daqui já. Pára, pára, pára, pára. Esqueci uma coisa, esqueci uma coisa. Meu filho, você vende camisinha aqui? Eu quero uma camisinha. É que euuu preciso comê o Robin hoje à noite. posted by Príncipe Valente at 6:52 a.m.
Coringa e capangas
Batman
Robin
Comissário Gordon e Chefe O'Hara posted by Príncipe Valente at 6:08 a.m.
domingo, janeiro 04, 2004
Saga - o meu dia de nerd
...porque antes da terra média e depois da terra do nunca existe o reino dos que se chamam nerds. e é deles a tarefa de lutar até a morte com os terríveis computadores. o gênero humano está, cada vez mais, nas mãos desses seres mirrados (ou gordos), de óculos grossos e orelhas pontiagudas.
Hoje eu lutei a tarde inteira com o computador. Foi porrada feia, mesmo. Depois de suar pra cacete (literalmente, tá um calor foda), consegui fazer o treco funcionar de novo. Mas e na próxima? Só faltou ele dizer: "dessa vez você ganhou, cara! mas fica frio que a tua hora vai chegar. A chapa tá esquentando pro teu lado. Ah, e o seu computador já pode ser desligado com segurança ". Ele tinha dado um problema estranho, o monitor ficava preto sempre que ia entrar no windowns.
Eu sabia que debaixo daquela tela escura o windows tava funcionando, por causa dos barulhos que o windows faz e por causa dos barulhos que só o meu computador faz. Então, virei um usuário cego, era como tentar pintar um quadro num quarto escuro, só escutando os barulhos das topadas e dos tropeções. Não dava pra clicar em nada porque eu não fazia a menor idéia de onde o ponteiro do mouse estava, e muito menos onde estavam os ícones pra clicar. Só sabia que o problema era com a configuração do monitor. Mas a pergunta óbvia: como mudar a configuração do monitor sem conseguir nem enxergar o botão de "CONFIGURAÇÕES"? Até tentei tatear com o mouse, mas foi uma tentativa meio ridícula. Ele riu de mim, uma risada em midi., que era pra humilhar mesmo. Daí parti pra ignorância, resetei o CPU, por baixo, umas vinte vezes, a placa parecia que ia arriar dali a pouco. E nada, sempre a tela preta.
Eu tinha que fazer alguma coisa antes que o windows fosse iniciado, quando ainda aparecia aquele monte de letrinhas, no início. Era o único momento que eu enxergava alguma coisa. Porque era só entrar na área de trabalho e a tela pretejava. Li, muito rápido: "Para entrar no setup pressione 'del'". Foram mais algumas resetadas até conseguir entrar no setup. E quando entrei, nada de configurar o monitor. Fucei em tudo quanto era configuração e nenhuma prestava pro que eu queria. Saí do setup desnimado.
Daí até coloquei CD no CD-ROM e disquete no drive, antes de reiniciar, pra ver se ele dava alguma mensagem de erro que levasse ao DOS. Porque então a minha idéia era entrar no sistema operacional arcaico: o MS-DOS! O bisavô do windows, que, pouca gente sabe, todo computador ainda carrega. É uma espécie de ancião da caverna no topo da montanha. É velho, decrépito, ninguém dá muito por ele, mas quando a coisa aperta é dele a voz da sabedoria. Deve haver alguns meios de se chegar ao velho DOS, mas, ironia das ironias, o único que eu consegui me lembrar era... pelo Windows. Só que, como vocês viram no capítulo anterior, a terra do windows tinha se tornado uma região de trevas, de que nenhum usuário saía vivo.
Sim, pra chegar até o velho MS-DOS, o sábio Sistema Operacional dos Sistemas Operacionais, eu tinha que passar pelo que antes tinha sido o Vale da Área de Trabalho e, agora, tinha se tornado o Pântano da Perdição. E o único sentido de que eu podia me valer era a audição... com a intuição... e a memória. Porque, nos tempos claros, antes da catástrofe, eu vivia no Vale, e conhecia aquilo muito bem. E sabia que assim que o windows era iniciado, saltava na tela uma mensagem de erro, com um aviso sonoro estridente. Depois pulavam mais duas mensagens de erro e, enfim, o ponteiro do mouse estava livre para navegar. O código era simples: depois de soar a primeira mensagem, três toques na chave "enter". E os portões do Pântano estariam abertos. Eu tinha que acreditar nisso. Depois, tinha que teclar alt-f4, pra que aparecesse uma caixa (o gate keeper) me perguntando os quatro enigmas: você deseja:
o Colocar o computador em modo de espera
o Desligar o computador
o Reiniciar o computador
o Reiniciar o computador em modo MS-DOS
Era nesse última opção que eu tinha que chegar, só que às escuras. E eu não sabia qual era a ordem em que as perguntas iam aparecendo. Então, depois de apertar alt-F4, acreditando que tinha aparecido, por trás da tela preta, a caixa, fui tentando cada uma delas. Estava tateando, sem muita convicção. Tentei, tentei, tentei. E uma certa altura o computador deu, não uma, mas duas mensagens sonoras de erro. Pensei: "Pronto, fodeu!". E a tela piscou, um brilho rápido e ficou negra de novo. Só um pequeno cursor piscava no canto superior esquerdo. Mas quem se iluminou foi o meu rosto, quando, alguns instantes depois, surgiu, imponente, o sinal: "C:\WINDOWS>". Eu tinha conseguido, chegara aos domínios do Sistema. Mas isso era só o começo, porque mal sabia eu que a parte mais difícil da minha jornada seria dentro do MS-DOS.
Se o Windows, quando claro, é uma planície, em que tudo se vê e tudo se acha, o MS-DOS é um labirindo lúgrube, com dezenas de portas que vão dar em outras dezenas. E não tem nenhum mouse pra facilitar. Tudo funciona pelo teclado. E é preciso aprender a língua do DOS, que são os comandos. A palavra "dir" é o primeiro vocábulo. Invocando "dir" (e dando enter), o DOS lista pra você todos os programas, arquivos e sub-pastas de uma pasta. Não que isso facilite. São coisas como ARQ~1 [DIR], Subconfig.com. E dentro de algum dessas centenas de arquivos obscuros deveria estar a resposta para o meu problema. Deveria, mas mesmo assim sem muita certeza.
Tentei rodar os programas, tive que reaprender aos poucos os comandos. "Reaprender" porque eu sou dos tempos remotos, tempos antes dos tempos, em que não havia terra, não havia água e nem havia windows. Era o tempo do reinado do Caos e do governo do MS-DOS. Aos poucos fui me acostumando a me locomover por entre tudo aquilo. E lembrei que na verdade todos aqueles arquivos nada mais são do que as almas, os esqueletos dos mesmos arquivos que, no windows, são bonitos, coloridos e tão semióticos. Pelo DOS penam as almas dos mesmos programas que, no windows, podem ser acionados com dois cliques rápidos. Fui reconhecendo, por trás daqueles nomes feios e frios, o Internet Explorer, o Outlook, o Word - até a alma de Kazaa estava por ali, no mesmo diretório. Descido às profundezas do DOS, encontrei almas penadas de Softwares. Soa meio Dante, meio Homero.
Mas pra todos os programas que tentava rodar, a mesma mensagem: "esse aplicativo não roda no modo MS-DOS". Na mesma. Todos aqueles programas e todos aqueles diretórios eram inacessíveis para mim, como hieróglifos antes de Champollion. Pensei em desistir e esperar até segunda-feira pra falar com o técino. Mas minha sorte começou a mudar quando, em mais um dos Resets que eu dei, li na tela inicial, aquela com uma porção de letrinhas, um comando, que sumiu rápido junto com a tela. windows\command\ega.cpi. Tentei rodar esse comnado de diversas formas. Mas nada acontecia. Alguma coisa me dizia que ele era importante, mas não conseguia chegar. Mas e se... Claro! E se não fosse um comando e sim um diretório? Sim! Lá estava ele, escondido entre tantos outros. Uma caverna escondida, um sub-diretório remoto e inóspito, chamado c:>windows\command\. Eu tinha vagado por horas e horas no DOS e não tinha reparado nele. Entrei e, novamente, uma série de programas estranhos. Mas, quando digitei, vi que alguns rodavam. Já era um bom sinal.
Nisso já estava muito cansado, aliás, eu e o computador, porque ele mesmo tava levando três o quatro vezes o tempo normal pra rodar a cada resetada. Mas com a descoberta eu recobrei o ânimo pra prosseguir. Rodei a maioria dos programas daquele diretório (e nisso devo ter mexido em coisa que não devia, como mais tarde eu iria descobrir). Mexi, mexi, até que rodei um chamado edit.com. Uma tela se abriu na minha frente. Era um editor de texto pra DOS!, um editor de programas, em que dava pra mexer em todos os arquivos do computador (e foder de vez com tudo, se não tomasse cuidado).
Eu tinha visto vários arquivos de texto txt. nas minhas andanças, mas não ligava muito pra eles porque sabia que, sem o windows, não tinha como lê-los. São arquivos pequenos, redondos e com orelhas pontudas. Eles dizem coisas, mas você precisa de um editor de texto. E agora eu tinha esse editor de texto. O mais tosco possível, mas muito funcional. Comecei a abrir uma porção de arquivos txt., li muitos. Os mais promissores era os "leiame", que davam muitas esperanças mas nenhuma resposta concreta. É nesses txt. que o DOS guarda a sua sabedoria escrita. Fucei, fucei, li textos e mais textos. Um deles, no parágrafo final de um texto extenso, dizia: "ouve!, porque a verdade vos digo: no caso de teu monitor não funcionar sob o windows 98, a tua esperança é reiniciar o computador sob o Modo de Segurança. Para tal, deves, antes de que o windows se reinicie", e a mensagem acabava exatamente aí. Sem brincadeira! O texto estava pela metade justamente no ponto que eu precisava saber.
Mas uma coisa eu descobri: a partir daí minha busca tinha um novo objetivo: chegar ao "Modo de Segurança". Já conhecia o "Modo de Segurança" e algumas vezes o meu computador fora reiniciado sob ele. Mas não sabia que era uma opção. Achei que dependesse de fatores externos. Portanto continuei a perscrutar pelos pequnenos txts., li outros, mexi nos programas. E achei. Entre o arquivo Display.txt e o generals.txt estava a resposta. "Para que o teu computador se reinicie sob o "Modo de Segurança" deves pressionar antes, não durante, nem depois, antes de iniciar o windows, a chave "ctrl". Pronto.
Agora era só reiniciar, apertar 'control' e esperar. Mas quando tentei, assim que aparecia a opção pelo modo de segurança, o teclado deixou de funcionar. Eu tinha apenas que clicar na opção '3' e o computador entrava no modo de segunrança. Mas o teclado não respondia. Já quase em desespero comecei a martelar furiosamente o teclado "aparece, desgraçado, é só aparecer o '3'", mas tudo que consegui foi retornar ao prompt do dos: "C:>". A desolação mais uma vez se apossou de mim. E mesmo no DOS o teclado não respondia com sanidade, parecia louco. "^E ^F ^g", qualquer coisa que eu teclasse aparecia esse tipo de sinal. Puxando por um último laivo de lucidez, refleti alguns segundos e me lembrei que "^" é o símbolo de "ctrl". Sim!, o teclado tinha travado em "crtl" e era por isso que ele ficara louco.
Tinha que ser isso! Quando cheguei novamente às portas do "Modo de Segurança", antes de escolher a opção '3', apertei "ctrl", para destravar o teclado. E, sim, daí o '3' surgiu, em todo o seu fósforo. O "Modo de Segurança" me levou novamente para dentro do Vale do Windows. Meu júbilo foi indescritível, ao percorrer de novo aquelas planícies, mesmo que em 600x340. Só que o traiçoeiro computador ainda tinha uma das deles. Não apenas as 3 mensagens de erro me aguardavam. Uma quarta dizia assim: "O seu registro do windows está incorreto. O windows vai corrigir isso pra você. Seu computador será reiniciado". E, transtornado, toda vez que eu entrava no "Modo de Segurança" do windows, antes de poder fazer qualquer coisa, o próprio computador se reiniciava.
Mas dessa vez eu sabia exatamente qual era o problema. E iria direto ao ponto. Quando do meu périplo pelo submundo do DOS, havia mexido em um arquivo chamado "Registro do Windows". Havia começado a rodar esse arquivo mas tinha parado na metade. Voltei ao DOS, rodei o programa até o fim e, ansioso, reiniciei, pela penúltima vez o meu CPU. Desse vez tudo deu certo, e eu podia reconfigurar o monitor. E postar essa epopéia de nerds. posted by 13 at 7:55 p.m.