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sábado, novembro 27, 2004
 
Cerveja, ontem eu bebi demais. Nunca gostei de cerveja, a maioria sabe disso. E sempre duvidei que todo mundo realmente goste, como dizem. Cerveja é que nem Clarisse Lispector, muita gente odeia mas tem vergonha de admitir. Não gosto de Clarisse Lispector; não me orgulho disso, mas não gosto. Mas ontem, naquela mesa, com as cervejas todas, foram ditas todas as verdades do universo. Pode queimar todos os livros de filosofia, fecha os cursos de sociologia, mata todos os psicólogos. Acabou. Já desvendamos tudo o que é relevante e inerente ao homem e à sociedade. A política foi distrinchada e chegou-se à conclusão de que o Brasil nunca vai ter nem a sua revolução burguesa. Tudo foi dito, a genialidade foi definida, a ética - agora oficialmente - relativizada. Agora só falta colocar no papel. Um livro, só um; vai caber tudo em menos de 100 páginas, incluindo dedicatória e índice onomástico (Rafael, 23, 24; Marechal Petain, 52; Kafka, 17; Deleuze, 19, 64; Grupo É o Tchan, 71; BREVILHERI, Fernando 53; BONI, Paulo César, 61). Depois do provolone quase levantei pra vomitar, cerveja não me desce legal. Mas segurei o engulho na glote (ficou poético isso, hein?).